segunda-feira, 19 de junho de 2017

A autoaceitação é um processo difícil e muitas vezes doloroso. Se olhar no espelho e não encontrar nada ali que te agrada, ver fotos de garotas perfeitas e sentir inveja, sim é inveja que sentimos desejando ter aqueles corpos, e não se sinta mal não, a gente só está ferida demais pra sentir coisas boas. Às vezes a gente nem tem sobrepeso, mas aquela dobrinha ali incomoda né? É difícil parar de comer chocolate porque é ele que salva nossa agonia no dias de tristeza, e no fim choramos porque exageramos no doce e estamos mais uma vez em frente ao espelho querendo não ser aquilo refletido, querendo a pele sem acne, o cabelo com brilho e a felicidade de ser quem somos de volta. Eu sei que é difícil, é quase impossível se aceitar. Como ser amada quando nem eu me amo? Como me vestir do jeito que quero se me olhando no espelho aquilo parece ser ridículo? Ta aí as perguntas que eu vivo tentando responder ou superar. Eu queria muito saber como faz pra querer ser eu. 

Rebeca Avistá.

quinta-feira, 18 de maio de 2017



Boa noite, eu sou a July, fui adotada a mais ou menos um mês pela Rebeca e a dona Diva.. elas não sabem o que eu passei e nem como fui resgatada, mas elas me viram tristinha, só querendo amor e carinho e decidiram me adotar. Eu escuto elas falando que fui eu quem adotou elas, eu as amo muito e gosto bastante de lamber. Tenho uma irmã de raça chamada Cindy, ela não gostava muito de mim, mas agora não desgrudamos uma da outra. Vim aqui falar que é muito importante adotar, nós somos tão cheios de amor, você não vai se arrepender.
Agora vou embora lamber minha dona, beijo!


Rebeca Avistá.

terça-feira, 16 de maio de 2017

pro amor.

Eu sou sim feita pelo amor, pro calor, pra paixão. Sou feita para diversão, pra alegria e pra tristeza. Sou de pele e osso, sou de coração. E aí quem diga que não passo de uma garota fria, porque eu pego meu coração do tamanho do mundo e saio andando fingindo que nem escutei, e vou dar amor por aí. Amor pro amigo, pro cachorro, gato e papagaio. Eu dou amor pra receber amor, e sinto o retorno de energias boas ser absorvido pelo meu corpo e sou feliz, feliz com o que tenho e com os meus sonhos.







Rebeca Avistá.

domingo, 23 de abril de 2017

Meus eus.

Há uma fase em nossa vida que entramos em transe, não sabemos mais quem somos, nem do que gostamos, uma crise de identidade e uma estranha dificuldade de aceitar a mudança que estamos passando.
Eu nunca lidei bem com mudanças, nunca aceitei bem o fato de estar crescendo, aprendendo e amadurecendo. Lembrar dos convívios e inocências de quando era criança chega a doer, pois sabemos que a partir do momento que essas lembranças avassaladores chegam é que só irá piorar. Porém, precisamos encarar a vida de frente,mostrar quem manda, mas ai que vem o problema, é a vida que manda e não nós, é a vida que comanda as mudanças e só nos resta aceitar e aprender a viver com aquilo.
Estou passando por essa mudança e aceitar esta sendo a parte mais difícil, eu não consigo acordar e aceitar que quero me arrumar e quero passar delineador antes de sair de casa ou que agora vestidos me chamam atenção. A minha auto aceitação está sendo a coisa mais complicada hoje na minha vida, chega a me dar dor de cabeça, me deixa ansiosa e estressada, lutar contra essa mudança está me deixando exausta, e eu que sempre fui tão certa das coisas hoje sou a pessoa mais confusa quando se trata do meu próprio eu, hoje eu não sei mais me identificar, não me reconheço. Agora, neste segundo, eu aceito quem estou me tornando, mas eu sei que amanhã eu posso ter mudado de ideia, provavelmente estarei odiando de novo esse alguém que estou me tornando. Afirmo com toda a certeza do mundo, NÃO EXISTE NADA MAIS EXAUSTIVO QUE O NOSSO PRÓPRIO PENSAMENTO.  

domingo, 25 de dezembro de 2016

Em um dos seus textos no blog “É que são elas” da folha, Fernanda Torres diz que a vitimização das feministas a incomoda mais do que o machismo. Levando em consideração sua cultura de garota rica que nasceu em berço de ouro, é claramente visível que Fernanda nunca precisou pegar um transporte público, ou entrou na estação da Sé para pegar o trem em horário de “pico”, se é que ela sabe o que significa isso. Todos os dias há casos de violência a mulher. Mas nós sabemos que é cultural ser machista, os homens desde criança são criados para mandar e a mulher para obedecer. Nossa mídia é machista, pois passa o pano em grandes casos de violência a mulher e esconde por de baixo deles. Recentemente uma notícia se espalhou pelas redes sociais, pois só ali nós ficamos a par desse tipo de violência, uma garota que foi dopada e estuprada por 30 (trinta) homens. Chocante não? Bom, para a mídia brasileira não. Contando um pouco de como foi descoberto esse estrupo. Um ser humano gravou um vídeo expondo a moça estuprada e desacordada, com suas genitálias sangrando em uma rede social chamada twitter. Alguém viu esse vídeo e se espantou, e assim começou a se espalhar a notícia. Muitas denúncias levaram que a polícia fosse averiguar, mas é claro que as feministas começaram a divulgar textos e mais textos declarando sua indignação. Só que como já dito um pouco acima, machismo é cultural, muitos dos depoimentos postados sobre isso na internet tiveram seus comentários machistas culpando a garota por ser estuprada e violentada por 30 homens. Jornais como IG ou G1, postaram essa notícia em seu site, apensar de expor o vídeo da menina eles deram o título da matéria como “Suposto estupro”, mas claro que não é a cultura do nosso pais, claro que as feministas exageram, é muito “mimimi” mesmo. Fernanda provavelmente nunca precisou do feminismo, ela tem dinheiro, segurança, politica, e muitas outras vantagens que a livram de precisar disso. Mas muitas mulheres precisam do feminismo, por todas as vezes que são assediadas na rua, por todas as vezes que os homens colocam apelidos que elas não querem ter, por todas as vezes que pegam trem cheio e não tem para onde escapar. A Fernanda Torres pode nunca ter precisado do feminismo mas se ela um dia sofrer algum tipo de assédio as feministas não iriam recuar à ajuda-la.