domingo, 25 de dezembro de 2016
Em um dos seus textos no blog “É que são elas” da folha, Fernanda Torres diz que a vitimização das feministas a incomoda mais do que o machismo. Levando em consideração sua cultura de garota rica que nasceu em berço de ouro, é claramente visível que Fernanda nunca precisou pegar um transporte público, ou entrou na estação da Sé para pegar o trem em horário de “pico”, se é que ela sabe o que significa isso. Todos os dias há casos de violência a mulher. Mas nós sabemos que é cultural ser machista, os homens desde criança são criados para mandar e a mulher para obedecer. Nossa mídia é machista, pois passa o pano em grandes casos de violência a mulher e esconde por de baixo deles. Recentemente uma notícia se espalhou pelas redes sociais, pois só ali nós ficamos a par desse tipo de violência, uma garota que foi dopada e estuprada por 30 (trinta) homens. Chocante não? Bom, para a mídia brasileira não. Contando um pouco de como foi descoberto esse estrupo. Um ser humano gravou um vídeo expondo a moça estuprada e desacordada, com suas genitálias sangrando em uma rede social chamada twitter. Alguém viu esse vídeo e se espantou, e assim começou a se espalhar a notícia. Muitas denúncias levaram que a polícia fosse averiguar, mas é claro que as feministas começaram a divulgar textos e mais textos declarando sua indignação. Só que como já dito um pouco acima, machismo é cultural, muitos dos depoimentos postados sobre isso na internet tiveram seus comentários machistas culpando a garota por ser estuprada e violentada por 30 homens. Jornais como IG ou G1, postaram essa notícia em seu site, apensar de expor o vídeo da menina eles deram o título da matéria como “Suposto estupro”, mas claro que não é a cultura do nosso pais, claro que as feministas exageram, é muito “mimimi” mesmo. Fernanda provavelmente nunca precisou do feminismo, ela tem dinheiro, segurança, politica, e muitas outras vantagens que a livram de precisar disso. Mas muitas mulheres precisam do feminismo, por todas as vezes que são assediadas na rua, por todas as vezes que os homens colocam apelidos que elas não querem ter, por todas as vezes que pegam trem cheio e não tem para onde escapar. A Fernanda Torres pode nunca ter precisado do feminismo mas se ela um dia sofrer algum tipo de assédio as feministas não iriam recuar à ajuda-la.
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